Washington Botelho: Futuro da ocupação corporativa

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Futuro da ocupação corporativa é humano, sustentável e baseado em dados

Com uma carreira marcada pela liderança, visão estratégica e olhar humano sobre o mundo corporativo, Washington Botelho de Souza é uma das principais vozes quando o assunto é o futuro do trabalho. Presidente da JLL Work Dynamics na América Latina, Washington une experiência, sensibilidade e pensamento sustentável para refletir sobre como os espaços corporativos podem e devem colocar as pessoas no centro. No artigo a seguir, ele compartilha sua visão sobre uma ocupação mais humana, consciente e conectada com os novos tempos.

Futuro da ocupação corporativa é humano, sustentável e baseado em dados

Como ocupamos os espaços corporativos, está mudando e não se trata apenas de metros quadrados.

O relatório JLL Occupancy Planning 2025 revela que as empresas mais preparadas para o futuro são aquelas que colocam pessoas, dados e sustentabilidade no centro da tomada de decisão.

Sustentabilidade: da vitrine ao DNA corporativo

Segundo a pesquisa, 74% das organizações têm a sustentabilidade como prioridade e isso é mais do que um sinal de maturidade, é um alerta.

Em tempos de transformação, ESG não pode ser tratado como um apêndice estratégico. Precisa estar no coração das decisões e começa pela liderança.

Sustentabilidade genuína acontece quando valores socio ambientais guiam, de forma prática, escolhas cotidianas: como adquirimos, como operamos, como cuidamos dos nossos ativos.

Tenho visto que o setor imobiliário corporativo é um terreno fértil para essa transformação: seja pela gestão de instalações mais eficientes, seja pela adoção de soluções que reduzam pegada de carbono ou otimizem recursos.

Mas a cultura ESG só se sustenta com três ingredientes: comprometimento no topo, engajamento real das equipes e metas claras. E é exatamente aí que entra o poder do propósito.

Dados como bússola estratégica

A pesquisa também mostra que as empresas estão abraçando o data-driven como alicerce para decisões de espaço. E isso não é tendência, é necessidade.

Na JLL, temos investido fortemente em plataformas tecnológicas que ajudam nossos clientes a entender o que antes era invisível: o real comportamento de ocupação dos seus espaços. Por meio de sensores, sistemas de reservas, dashboards interativos e modelos preditivos, transformamos dados brutos em decisões estratégicas que equilibram experiência, eficiência e flexibilidade.

Em um país como o Brasil, com adoção acelerada do trabalho híbrido, isso faz toda a diferença.

É essa visibilidade que permite redesenhar os escritórios com inteligência, antecipar demandas e garantir que o ambiente de trabalho esteja alinhado com o presente e pronto para o que vem pela frente.

Espaços que contam histórias

Outro dado que chama atenção é que 73% das empresas estão priorizando a otimização do portfólio, indo além do corte de custos. Essa mudança de mentalidade é estratégica e humana.

Quando um escritório é tratado apenas como despesa, ele perde seu valor simbólico, mas quando o espaço é planejado com intencionalidade, ele vira mensagem silenciosa: "Você é importante aqui".

Na prática, ambientes bem pensados geram pertencimento. Eles contam histórias, celebram a diversidade, acolhem diferentes formas de trabalhar.

Escritórios que respeitam a individualidade e promovem conexão genuína são os que transformam presença física em desejo, não em obrigação.

Esse é o tipo de cultura que não se constrói por decreto, mas nos detalhes: na escolha do layout, na luz, nos espaços de pausa, na forma como as pessoas circulam e se sentem autorizadas a ser quem são.

Se a forma como ocupamos os espaços diz muito sobre quem somos como organização, então chegou a hora de planejar com mais consciência, dados e empatia. Sustentabilidade, cultura e tecnologia não são pilares separados – são engrenagens de uma mesma estratégia.

E quando alinhamos esses três elementos, o espaço deixa de ser apenas um lugar. Ele passa a ser um ativo vivo e parte essencial do nosso futuro.

Linkedin: Washington Botelho

Fonte: Futuro da Ocupação Corporativa

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