A volta do presencial: o que muda no trabalho em 2026

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O Futuro do Trabalho em 2026

A voltado presencial: o que muda no trabalho em 2026

Depois de anos de consolidação do home office, o mercado de trabalho entra em um novo momento. Em 2026, cresce o número de empresas especialmente no setor bancário que anunciam o retorno ao trabalho presencial, reacendendo um debate global sobre produtividade, cultura organizacional e bem-estar.

O movimento ganhou destaque recente com o Bradesco, que confirmou o encerramento do home office para cerca de 900 colaboradores, principalmente nas áreas de investimentos e tesouraria, em São Paulo e Osasco. Segundo o banco, a decisão busca um modelo mais alinhado às demandas operacionais, ao engajamento das equipes e à saúde coletiva.

Uma tendência global, com reflexos no Brasil

Esse reposicionamento não acontece de forma isolada. Nos Estados Unidos, pesquisas indicam que uma em cada três empresas pretende eliminar o trabalho remoto até 2026, priorizando fatores como fortalecimento da cultura corporativa e ganhos de eficiência. No Brasil, dados da Catho apontam que 69% das empresas planejam adotar o modelo totalmente presencial entre 2025 e 2026.

Casos recentes envolvendo empresas como Nubank e Itaú, com desligamentos associados à resistência ao presencial ou à baixa performance no home office, reforçam que muitas organizações estão reavaliando suas políticas adotadas durante a pandemia.

Por que as empresas estão revendo seus modelos

Entre os principais argumentos para o retorno ao presencial estão:

  • Produtividade e eficiência, com ajustes baseados em dados e resultados operacionais;
  • Cultura e engajamento, valorizando a convivência, a troca espontânea e o senso de pertencimento;
  • Bem-estar e organização do trabalho, com rotinas definidas por área e atenção às exigências legais, ergonômicas e de infraestrutura.

Mais do que uma decisão única, o presencial passa a ser tratado como uma estratégia adaptável às necessidades de cada negócio.

O outro lado do debate

Ao mesmo tempo, estudos seguem apontando benefícios claros do trabalho remoto. Pesquisas da FIA-USP indicam que entre 88% e 91%dos profissionais brasileiros percebem qualidade e produtividade iguais ou superiores no home office. Estudos internacionais também associam o modelo remoto à maior retenção de talentos e flexibilidade.

Por outro lado, análises como as da Universidade de Stanford indicam queda de produtividade no remoto quando o critério é entrega por hora, enquanto pesquisas mais recentes, como as da EY (2025),mostram que o modelo híbrido surge como consenso: 74% dos empregadores e80% dos trabalhadores enxergam ganhos de produtividade com flexibilidade.

O papel do espaço físico nesse novo cenário

Independentemente do modelo adotado, um ponto se torna central: o ambiente de trabalho. Escritórios deixam de ser apenas locais de execução e passam a atuar como espaços de colaboração, conexão, cultura e bem-estar.

Mais do que escolher entre presencial ou remoto, o desafio das empresas em 2026 será criar ambientes físicos e culturais que sustentem produtividade, engajamento e qualidade devida, acompanhando a evolução das formas de trabalhar.

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